A
criação da Freguesia de Póvoa de Santarém teve inicio a 5 de Agosto
de 1673 aquando da separação da Azoia de Baixo; o seu nome era então
Póvoa dos Galegos, nome este que tem origem no facto de aqui se
terem radicado muitos trabalhadores oriundos das Beiras (norte de
Portugal) aos quais chamavam Galegos. No ano de 1924 um senhor
abastado não gostou do nome e este foi então mudado por decreto-lei
publicado no Diário do Governo de 7 de Abril de 1925 para o actual
nome de Póvoa de Santarém.
A famosa Quinta de Vale de Lobos,
onde Alexandre Herculano passou os últimos 10 anos da sua vida está
situada nesta freguesia. A sua sobrinha e filha adoptiva, Margarida
Herculano da Costa Mendes falecida precocemente foi sepultada no
adro da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz.
Desta Igreja desconhece-se a data
da sua construção, apenas se sabe que no Séc. XVII Já existia uma
pequena capela que se foi transformando através dos tempos, sendo a
maior transformação após um terramoto que se deu em 1909, pois esta
foi a que mais sofreu, foi então reparada por artistas da Póvoa que
a ampliaram dando-lhe a fachada que tem actualmente. Apresenta assim
uma frontaria de empena de bico recortada e uma harmoniosa torre
sineira; o interior é de uma só nave coberta por tecto de abóbada.
Nos altares vê-se muita talha dourada e várias esculturas
setecentistas de madeira destacando-se uma escultura de Pedra,
quinhentista figurando Santo António. Na base desta imagem, em
caracteres góticos, uma assinatura sob a monografia P.A..
No Adro desta Igreja encontra-se
também a sepultura do benemérito Vicente Paulo Cordeiro que em
meados do Séc. XIX oferecia aos casais que contraíssem matrimónio,
um lote de terreno para que pudessem construir a sua Habitação; essa
cerimónia era realizada no dia 15 de Agosto dia da Padroeira Nossa
Sr.ª da Luz. Havia a tradição de se utilizar um bastão nessa
cerimonia, bastão esse que ainda hoje se utiliza na procissão que se
realiza nesse mesmo dia e que é levado pelo Juiz da festa.